Deug 27 uma visão para a Africa

Indice: 1. HISTÓRIA DO DEUG 27 Uma visao Cabralista e Panafricanista. 2. DEUG 27 - ETHIÓPIA a) O regresso à casa do Leão de Judá: A terra prometida b) A Escola Panafricana da Ethiópia 3. SUSTENTABILIDADE, O NOSSO FAROL 4. OS MEMBROS DE DEUG 27 a) Apresentaçao dos membros 5. A S ACTIVIDADES DIÁRIAS DO 27 1. Costura 2. Arte 3. Musica 4. História da Africa 5. Carpintaria e escultura 6. Comunidade e Familia 7. Linguas (Francês, Inglês, Nuers, Criolo de Cabo Verde ) 8. Video Documentário, Fotografia 9. Gastronomia 10. Skate, desporto e Dança 11. Eventos 12. Espiritualidade 6. PLANOS E OBJECTIVOS 7. OS 7 PROJECTOS A CURTO E LONGO PRAZO (2021/2022) 8. COMO PARTICIPAR E AJUDAR NO DEUG 27 ? 9. ORÇAMENTO DO PROJECTO ANUAL 2021 a) O relatório público das ajudas e donativos 10. A SITUAÇÃO SOCIAL, ECONÓMICA E CULTURAL DAS CRIANÇAS DE DEUG 27 11. Conclusão 12. Anexos a) ACCORD MUTUEL DE CONFIANCE, D’ENGAGEMENT ET DE CO-PARTICIPATION ENTRE DEUG 27, LES JEUNES/ENFANTS ET LEURS FAMILLES b) Memorando de declaração da constituição da Fundação Deug 27 c) Proposta de Estatuto da Fundação DEUG 27 1. HISTÓRIA DO DEUG Uma visao Cabralista e Panafricanista. DEUG surgiu no Senegal em 27 de março de 2018. É um projecto de visão Panafricanista, quer dizer virado e dedicado totalmente à União e Soberania da África. “Depois de cerca de 8 anos consecutivos de trabalho social comunitário em Cabo Verde, mudando de residência para Senegal, no início do segundo ano neste país de Cheich Anta Diop, nasceu uma inspiração que nos coube nomear DEUG, que significa verdadeiro na lingua materna daquele país. Na verdade, é uma visão fundamentada em experiências de terreno durante todos estes anos de luta social, para devolver uma esperança prática as novas gerações Africanas, com o epicentro na Ethiópia.” Começámos em Cabo Verde (Oeste da África) em 2010 trabalhando com os jovens em situaçãon de extrema vulnerabilidade social denominados “Thugs” . Numa das primeiras intervenções, oficialmente trabalhamos com o projecto Simenti (2011), seguidamente fundamos o Movimento Korrenti de Activista (2013) dedicada inteiramente aos ideais de Amilcar Cabral, que defendeu e entregou a sua própria vida para a causa da libertação da Guiné e Cabo Verde e da África. Em seguida no ano 2014 oficializamos a Associação Pilorinhu (ONG) no intuito de formar parcerias com organizações públicas nacionais ou internacionais. De Cabo Verde, dois dos fundadores instalaram no Senegal dois anos 2016/2018 – para finalmente chegar ao “império de Kush” : Ethiópia (2018). (2010 Ethio. Cal). Convêm realçar que a palavra Deug está em língua wolof, língua materna de Senegal, que significa VERDADEIRO. Em Wolof Deug significa a realidade das coisas tanto em termo espiritual como material. Por coencidência ou não, a mesma palavra existe em Amarick, língua oficial da Ethiópia, originária da lingua Ge´ez, como “ aquele que é bondozo”. E 27 é o número por excelência dos Ethiopianos ortodoxo, ou seja dia do Medenealem. (Jesus Salvador). Em Senegal, enquadrado nesta perspectiva visionária, arancamos um novo projecto Deug Deug 65 em Dakar com a criação de uma pequena oficina de costura, mobilizando dois jovens costureiros senegaleses para a missão em Cabo Verde. Este projecto teve como base a confeção de 65 mochilas escolares para doação à crianças carenciadas em Cabo Verde atravês de um intercâmbio Cabo Verde/Senegal. Inicialmente o número 65 foi dado em homenagem ao ano 1965, quando foi enaugurada a primeira escola Piloto em Guiné,nas zonas libertada na luta pela independência colonial portuguesa, liderada pelo revolucionário Amílcar Cabral. Para alêm do inicio do intercâmbio artístico e cultural, criação de pontes com a África, entre Cabo Verde e Senegal, apoiamos a instalação de um atêlier de corte e costura na Associação Pilorinhu em CV. Também em Senegal nesta mesma altura estávamos a desenvolver um projecto colectivo de Agricultura familiar designado Bok Liguey em língua wolof “trabalhamos juntos”. Em Dakar este projecto de agricultura familiar, que estava a permitir um suporte de subsistência familiar a mais de 10 famílias, envolvendo crianças e adolescentes, constitui-se mais uma vez, uma base muito forte de motivação para a visão do Deug em direção a Éthiópia. Desde 2010 (Ethio-calendar), o nosso objectivo tem sido, onde quer que estejamos, sermos fiéis aos ideais de liberdade e autodeterminação do povo africano. Neste sentido, o movimento social revolucionário: Korrenti di Ativista, começou com uma Marcha no dia 20 de janeiro de 2013, reunindo centenas de pessoas no dia do 40ª aniversário do assassinato de Amílcar Cabral. Este movimento tinha como objectivo principal despertar a consciência da sociedade civil Cabo-Verdiana sobre a participação social e política e o movimento Panafricano. Este movimento é comemorado anualmente desde esta data. A Associaçao Pilorinhu, o Movimento Korrenti di Ativista e o Deug Deug 65 se revêem todos nos ideais da consciência Panafricana e constituem a força de motivaçao para criação de redes de contactos entre países africanos como aconteceu entre Senegal e Cabo Verde e agora com a Ethiópia com o nosso projeto actual : DEUG 27. 2. DEUG 27 - ETHIÓPIA O regresso à casa do Leão de Judá: A terra prometida Pela suas histórias, culturas línguas e espiritualidade, pela sua vontade de preservar intactos os vestígios do passado, pela sua resistência próxima da mística às agressões estrangeiras, esta terra mãe, a Etiópia, só poderia ser o próximo lugar para continuar a desenvolver o nosso projecto Deug. Se durante 10 anos, as nossas referências revolucionárias africanas giraram em torno de grandes figuras como Cabral, Sankara, N’krumah ou Lumumba, íamos descobrir mais precisamente aqui homens e mulheres que continuaram a linhagem do reino de David como Teodoro, Menelik e sua mulher Taitoo, Ras Makonem, Hayle Selassie e Menen que foram os fundadores de um país livre, soberano e solidário do continente contra o colonialismo. É ainda sob o reinado do Negus,(Haille Selassie) que terras etíopes foram atribuídas aos africanos deportados que pretendiam regressar a casa: A Repatriação, enquanto justa homenagem e um tributo ao grande suporte que teve dos Africanos da diáspora do contributo a libertação da Ethiópia da segunda tentativa da ocupação Italiana (1936/1941), com a fundação do EWF – Etiópia World Federation em 1937. Sentimos em casa logo no primeiro contacto com as pessoas. Sempre rodeados de amigos locais, “repatriados” ou não, que estavam a chegar pouco a pouco. Foi sempre com essa visão de promoção da causa da Unidade Africana que Deug 27 iniciou seu trabalho de concientisação e de concretisação dos seus ideais. Por falta de espaço e pela nossa motivação, dentro dum espaço familiar inserido num bairro popular de Addis Abeba, a Bela, antes conhecida como Bela Haille Selassie, demos os primeiros passos para a continuidade dos trabalhos, com a instalação de um pequeno atêlier de costura valorizando os tecidos locais e tambem o Wax, tecido de signos Africanos, embora produzidos na maioria no estrangeiro nomeadamente na China e a Holanda. Completamente autodidactos nessa área da costura, tivemos a sorte de ver chegar o Ethiopiano Hermias Merga de 27 anos, que pela sua postura integra à sua cultura original, de um povo que nunca foi colonizado pelas potências Europeias nos abriu as portas para um verdadeiro inicio deste projecto. Recêm formado na área de corte costura, este jovem simbolizou para nós a geração que deveria tomar as suas responsabilidades perante um legado particular que este país recebeu entre todo o continente. Assim, podemos dizer que Deug 27 começou a fortalecer as suas bases na Etiópia. Convêm realçar, que inicialmente não tomamos o número 27 no Deug, apesar desta visão ter surgido exactamente neste dia do mês de março de 2018 em Dakar, Villa Mariste. Na Éthiópia a significação definitiva só veio a acontecer cerca de 4 meses depois da nossa estadia em Addis e sucessivas pesquisas de terreno quando redescobrimos a força desta palavra e o valor simbólico do número, que é praticamente sagrado na Ethiópia. Por outro lado, este número tem uma grande força política e geracional que vamos tentar explicar. Fundamentando esta concepção numerológica, podemos dizer que quando chegamos a Ethiópia em 2018, o país como habitual, estava no início de uma uma transição política muito dificil que durou exactamente 27 anos.(1991-2018). Considerados para muitos como a sucessão do regime de ditadura de Derg que destronou o Reinado político mais antigo que a África teve até 1974: o regime Teocrático e Monárquico de Haille Sellassie I. Haille Sellassie é considerado para os seguidores da filosofia Rastafari como Deus, a segunda vinda de cristo na terra, exactamente a personagem bíblica no livro “relevação” como o “Leão da tribo de Judá”. Desde a sua coroação considerado pelos fieis como Sagrado, em Addis Ababa, 02 de Novembro de 1930, a influência desde mítico Rei não parou de crescer até aos dias de hoje. Ele é considerado para os Rastafaris como a redenção dos Africanos do mundo inteiro, por todas as injustiças cometidas pelo sistema internacional Imperialista. Ele ficou muito conhecido no mundo inteiro sobretudo quando em 1937 fez o dos primeiro e dos mais celebres discurso feito por um monarca a frente das Sociedade das Nações em Geneva em sua própria lingua, ou seja o Amarick, denunciando a arrogância e injustiça do desrespeito do império Italiano e dos seus aliados ao sistema do acordo da segurança e paz internacional. Neste dia foi cobrado a justiça e a paz que a Sociedade das Nações deveria cumprir face as atrocidades do Império Romano liderado pelo Mussolini Benodito. Ele tamnbém disse que o Armagedom já é o passado que agora o foco é na união para a Paz, Soberania e o progresso do Continente, durante discurso da inauguração da organização da união Africana em 1963. Continuando, os 16 anos do regime de Mengistu que seguiram foram o mais sangrento na história da Ethiópia, senão da África, que estava a sair das sombras do colonialismo. Este episódio ficou conhecido na história como “terror vermelho”. Os regimes políticos sucessivos foram sangrentos e deixaram as novas jerações sucessivas deste único país livre da colonização Africana, com profundas traumas, resultados de guerras, influências estrangeiras, conflitos êtnicos muitos graves. Logo na fase inicial do periodo ditatorial de Mengistu, muitas altas inteligências do governo imperial foram assassinadas, e muitos fugiram do país como refugiados das perseguisões políticas para outros países. Por outro lado, centenas de crianças foram adoptadas pelos países colonialistas, entres os periodo que marcaram o final deste regime para o início de outro novo regime. Podemos aceitar que estes factos tornaram um grande legado de resistências culturais, artísticas e sociais: nascimento de uma nova jeração de artistas; para além daquelas que estão hoje a voltar para para o país natal para darem os seus contributos. Resumindo, também vimos neste número 27 a representação da idade de uma jeração que hoje é capaz de dar um novo rumo ao país e a África dentro dos princípios de consciência das suas identidades e responsabilidades histórica, cultural e política, mas sobretudo espiriritual. É neste sentido que Deug 27 apostou na Educação Livre das crianças e jovens a nova geração, como a chave maestra desta grande transformação. Crianças, jovens e adultos não só Ethiopianas, mas também Sudanezas e Cabo verdianos e outras nações estão a se preparar para a consciência revolucionária da transformação da África baseda no legado dos seus antepassados comuns. 3. Deug-27: A Escola Panafricana da Ethiópia Depois do ateliêr, veio um espaço improvisado de carpintaria no jardim com algumas ferramentas que ja tínhamos e rapidamente apareceu a partir das nossas conversas um pequeno espaço que hoje, depois de muitas remodelações, utilisamos como sala de aula e de intercâmbios de saberes culturais, sociais artísticos e espirituais. As primeiras crianças a aparecer no espaço do Deug foram os nossos pequenos vizinhos. Depois vieram mais crianças e adolescentes, uns etiopianos e outros sudaneses refugiados cujas famílias estavam a passar por um periodo de graves dificuldades psicológicas, sociais e económicas. A partir do Sudão, as familias desmembradas seguiram muitos para as fronteiras da Ethiópia na região de Gambela, um dos 9 estados da Ethiópia onde foram concentrados num campo de Refugiados. Este conflito gerou um genocidio que ceifou a vida de milhares de pessoas deste país, dividindo o país em duas partes. Derivados a questão do espaço e de outros recursos humanos e económicos depois de vários meses de acolhimento diário, selecionamos apenas 16 crianças seguidos por cerca de 10 monitores adultos, destribuidos em 12 áreas de saberes que vamos especificar no capítulo em baixo “Actividades. Todos juntos, fomos criando um conhecimento e confiança uns nos outros que dia apos dia se transformou numa pequena Escola Panafricana Alternativa de aprendizagens informais que permite aos jovens africanos pensar-se como actores das suas vidas, como forças criativas e artísticas escrevendo a sua história como africanos conscientes e determinados. Depois dessa primeira fase do Deug, tivemos a grande sorte de ver chegar no espaço artistas de arte visual. Os artistas visuais deram definitavamente ao projecto uma viragem artística que permite às crianças abordarem os vários processos de aprendizagem sobre a África através da arte, da criação e a Imaginação. Assim por exemplo, as crianças aprendem sobre a história de Marcus Garvey pintando o seu retrato e descobrindo técnicas de pintura, ou ainda os sacos, camisas e casacos que saem da oficina são pintados com motivos pan-africanos realisados pelos artistas e pelas crianças. A nível social, a missão de Deug é em primeiro lugar ajudar e apoiar, quando que possível, certas pessoas da nossa vizinhança empobrecidas por políticas que destruiram o tecido social, mas também participar em micro-projectos que visam facilitar o acesso dos mais pobres a uma economia que lhes permita apoiar as suas famílias empobrecidas pelo sistema. As crianças e adolescentes que participam nestes projectos compreendem que a solidariedade e a ajuda mútua colectiva, o conhecimento da história da África, das suas linguas e culturas são as chaves maestras para uma África livre e próspera. De uma forma concreta, conseguimos hoje fazer funcionar um espaço dedicado à soberania e liberdade de África através da sua nova geração. O principal objectivo é que as crianças, os jovens e as suas familias, num total de cerca de 150 membros indirectos e 25 directos, se apropriem da organização, compreendam as suas diferentes apostas para si próprios, para as suas comunidades, a nação e para o futuro do continente. Por fim, podemos dizer que a Escola Panafricana é a realização de um velho sonho de todos os repatriados Africanos que vieram de Europa, Amêrica e do interior do continente Africano em direção a Ethiopia. Todas as pessoas consciente da históriada África em geral e deste país em particular sabem dos esforços da cultura da resistência da Ethiópia em relação as estratêgias imperialista no passado e no presente. A Éthiópia é um dos raros países da Africa que rejeita as propostas atuais do sistema internacional com os quais ele não concorda, simplismente pela sua condição de crença na eterna independência dos mesmos. É neste sentido, que acreditamos na força que este país encarna na luta pela emancipação social, cultural, política e económica da África. Resumindo, o facto das crianças Ethiopianas e Sudanezas estarem juntas a se entenderem como irmãos Africanos e com a mesma visão do futuro nesta escola, começa a ser uma esperança para unidade do nosso continente. 4. Sustentabilidade o nosso farol Um dos maiores desafios que Deug enfrenta actualmente pode ser comparado aos desafios que o continente africano enfrenta: a independência não só cultural e linguística mas também ideológica e económica. Dependente por enquanto da economia familiar dos seus primeiros fundadores, Deug aspira a uma verdadeira sustentabilidade económica baseada nas suas próprias produções (venda de sacos, obras de arte, artesanato, produtos agrícolas, Net Works, organização de eventos...), ou seja diversos produtos que saem do ramos de cada uma das actividades, atravês da criatividade e da imaginação. Deug está também a tentar desenvolver a sua comunicação tanto na Etiópia, no continente mas também em todos os países do mundo que solidarizem com a visão, empenhados na união de todos os países africanos, procuramos também unir à nossa causa não só a diáspora mas qualquer pessoa ou organização sensível à nossa luta por África. Neste sentido, pensamos que é possível operar com fundos privados de todos os tipos baseados na confiança e no respeito pelas nossas aspirações. Deug aposta também no desenvolvimento do voluntariado social e no intercâmbio de saberes: intelectuais, artísticos, culturais, linguisticos e espirituais. Por conseguinte, recebemos voluntários que queiram participar no desenvolvimento da nossa escola e que podem partilhar seus conhecimentos em várias áreas de forma interdisciplinar. Acreditamos tambem que a sustentabilidade do projecto depende tanto do investimento individual como colectivo e da nossa capacidade a mobilizar as energias tanto do grupo, crianças e adultos, das famílias e da comunidade como de todos os pan-africanos onde quer que se encontrem no mundo. Portanto, Um dos grandes sonhos é a autonomia financeira do Deug 27 começando pela autonomia finaceira dos seus próprios membros, de modo que tenham melhores condições de suportar as suas familias empobrecidas, partilhando as suas experiências com a comunidade e com o continente. 5. Os Membros de Deug Somos actualmente um grupo de 23 pessoas, crianças, adolescentes de idade entre 10/18 anos e adultos 20/65. Mas a volta desta organização estão cerca de 200 pessoas, incuindo familiares e amigos que nos visitam diariamente. Várias nacionalidades estão aqui representadas: etíopes, sudaneses, cabo-verdianos, e outros países Africanos, também pessoas oriundas de outros países Europeus e Americanos que trabalham em conjunto, utilizando diariamente diferentes línguas: amárico (Etiópia), Nuer (Sudão), Inglês, Francês e Crioulo cabo-verdiano. Através da arte, da música e do desejo de aprender, acabamos por nos compreender uns aos outros apesar de não falarmos a mesma língua. Apresentaçao dos membros : Crianças Idade Adultos /Monitores/artistas 1. Ebraim *(Ethiopien) 18 1. Ras Munda- Cordenador 2. Fetsum** (Ethiopien) 17 2. Isabel – cordenador 3. Yared (Ethiopien) 16 3. Ras Kwantiseb –músico 4. Bexuti (South Sudam)*** 19 4. Andala – construção, Condutor/Agricultura 5. Eyaya** (Ethiopien) 14 5. Hermias - Costureiro/Financeiro 6. Abebe** (Ethiopien) 6. Lensa – Técnico Financeiro/gastronomia 7. Kalkidam (Ethiopien) 17 7. Benin – Skater/dansa/Fotografia 8. Matxu* (South Sudam) 8. Day – lingua Nuer, Inglês, Est. Medecina 9. Dop* (South Sudam) 10. Maki* (South Sudam) 11. Amem (Ethiopien) 12. Andaru (South Sudam) 11 13. Bassiru (Mali) 17 14. Uveany (Cap verdien) 13 15. Dawit (Ethiopien) 15 Obs: Total 23 membros 15 crianças/Jovens e 10 adultos, incluindo os 4 elementos familiar fundadores. *Vivem só com a mãe ** orfãos de *Pai *** jovem sem pai nem mãe vive com os familiares Obs: familias vivem no limiar da pobreza extrema 50% são refugiados de Guerras de Sudão de Sul. As crianças são 15 familias, incluindo a familia fundadora. 6. Actividades diárias São concretamente 12 actividades diárias/semanais que acontecem no espaço Deug, todas orientadas para o desenvolvimento emocional, físico, psicológico e profissional de todos os elementos e para edificação da consciência Panafricana. As crianças e adolescentes são monitorizados por jovens e adultos membros da organização. As aulas seguiram o periodo normal desde o inicio do ano 2013 (2020), seguindo 3 dias por semana da absência da escola formal pública devido a problemas de prevenção sanitária definidas pelo Governo Federal. Actividades 1. Corte Costura 2. Arte 3. Música 4. História da Africa 5. Carpintaria e Escultura 6. Comunidade e Familia 7. Linguas (Francês, Inglês, Nuers, Criolo de Cabo Verde ) 8. Video Documentário, Fotografia 9. Gastronomia 10. Skate, desporto e Dança 11. Eventos 12. Espiritualidade 1. Corte Costura Crianças, adolescentes e adultos são introduzidos em técnicas básicas de iniciação a corte-costura, aprendem a concertar as suas próprias roupas, produzem mochilas escolares e roupas simples em tecido africano (chapêus, camisas, calções...). Para além de serem iniciados a operarem máquinas de costuras semiprofissional e profissional, são iniciados a como coser a sua própria roupa sem depender do mercado dos têxteis industriais, ao mesmo tempo repassam estas experiências aos outros novos colegas que chegam no espaço. Em principio todas as crianças sabem cozer. A maior parte deles conseguem fazer uma mochila escolar com ajuda do monitor. Ao mesmo tempo, participaram nas feiras para vendas e sustentabilidade do grupo e para dar a conhecer os produtos e o trabalho do Deug. Através das outras áreas artísticas e linguísticas são estimulados ao conhecimento da estética e do valor da arte da costura em geral. O objectivo final deste primeiro departamento é o empoderamento e a criação e desenvolvimento da nossa marca social Deug 27, reunindo todas as caracteristicas essenciais da organização, isto é resumindo a nossa visão sobre a Africa. Através da área corte costura relacionada com a aprendizagem artística das técnicas da arte visual enquanto expressão do panafricanismo, os nossos produtos vão ganhando um valor cada vez mais original e contextualizada. A nossa visão na área de corte costura vai muito para além de mera produção para entrentimento de massa da elite cultural. Estamos a formar formadores conscientes da necessidade da nossa autonomia dos produtos têxtil estrangeiros. Neste sentido vamos, cada vez mais procurar contactos com artesões aperfeiçoados para a partilha de experiência nesta matéria ou centros de formações no país ou no estrangeiros em países que reconhecem a necessidade da libertação da ÁFRICA da dominação estrangeira. Outro ponto interessante que destacamos é mobilizar o consumo local e a exportação para a diáspora utilizando mecanismos mais eficazes. Estamos a ver a possibilidade de ter uma loja onde os nossos produtos podem ser procurados, divulgação no site e encontrar espaços sociais e culturais para vender os nossos produtos. Uma outra vertente importante deste departamento é que os formados podem ser multiplicadores destas experências para a comunidade nos próximos tempos. Aumentando os nossos recursos (transporte, espaços e equipamentos) poderemos abrir formações para jovens mulheres da comunidade incluindo jovens sudanesas e ethiopianas empoderando-as para a subsistência familiar. Recursos procurados: 1. Materiais/equipamentos: máquinas de costuras, de brodar, equipamentos simples como tesouras, réguas, livros didáticos, tecidos e outros; precisamos ainda de uma camioneta para transportar e realizar feiras ou formações. 2. Humanos: formadores voluntários na área de costura, brodaria, pinturas e desenhos em tecidos, marketing e áreas afins. Resultados esperados: 1. 15 crianças/jovens com experiências semiproficionais na área da corte costura com capacidade para realização de uma produção em mêdia escala; 2. Marca Deug 27 reconhecida no mercado local, nacional e internacional; 3. Um ou dois produtos caracteristico e representativo da organização; 4. Apoios dos parceiros em materiais, máquinas de cozer etc. 5. Abertura de formações em ramos de corte costura na comunidade com os multiplicadores formados; 3. Desenho livre e artes visuais As crianças e os jovens são incentivados e sensibilisados a desenhar e pintar todos os estilos, desenho livre e expressão artística relacionando essa arte com as outras áreas do projeto e também com a história da África. Por este meio conseguem por exemplo pintar sobre os sacos produzidos no atelier de costura ou remodolar os diferentes espaços de maneira criativa e consciente. Os artistas em diferentes áreas são mobilizados ao longo do processo, considerando a existência de uma massa juvenil artística significativa na Ethiópia que podem ser mobilizados neste projecto. Todo a formação artística é sempre realizado a partir da nossa consciência Panafricana que norteia todos os nossos passos em direcção aos nossos objectivos principais. Os membros são encorajados a libertar seu poder criativo e usa-los de sua própria maneira de acordo com as suas capacidades naturais, para entender seu presente e futuro, pensar sobre como se posicionar no mundo, inventando seu próprio futuro num continente libertado. Neste sentido, as outras várias áreas são complementares para o objectivo principal desta actividade. Os artistas são cada vez confrontados a apropriar-se do movimento Deug 27 e torna-lo as suas principais ambições. As crianças aprendem, partilham e convivem diariamente com artistas e pessoas que frequentam o espaço tanto em visita como para pequenos workshops. Estas aprendizagem se complementam não só com a visualização do trabalhos dos artistas monitores nos seus Ateliês ou em exposição artísticas, mas também a visita que fazemos aos museus e das pinturas murais um pouco pela cidade. Por outro lado, esta actividade desperta a atenção para o legado artístico e cultural existente no país e no continente enquanto factor de resistência anti-colonial. O pensamento artístico e criativo constitui um grande legado para a motivação das crianças e membros do grupo, confrontados pelos problemas da pobreza extrema estrutural e conjuntural. As crianças começam a focar menos nos problemas de sobrevivência para começaram a pensar a salvação do continente enquanto actores activos e firmes nas suas convicções. Finalmente podemos concluir que o papel da arte neste projecto é a estimulação da criatividade e a imaginação de uma Africa próspera, forte e independente. Recursos procurados: 1. Materiais/equipamentos: tintas diversas, telas, pincéis etc 2. Humanos: artistas voluntários; Resultados esperados: 1. Realizações de exposições artísticas; 2. Mobilização da comunidade em relação ao Deug 27 pelas obras apresentadas; 3. Endosamento do espaço Deug 27 enquanto espaço cultural e de roteiro turístico; 4. Procura dos trabalhos artísticos para embelezamento da comunidade ou de moradias privadas; 5. Partilha de experiências com a comunidade; 6. Mobilização de mais recursos humanos e materiais para a realização dos nossos objectivos finais 3. Escultura e Carpintaria Este espaço informal dedicado ao trabalho da madeira permite a prática de atividades manuais e a confecção de objectos ou móveis que serão utilizados no nosso dia- a-dia, nas casas das famílias dos jovens ou que serão vendidos para sustentabilidade do projeto. Os jovens aprendem aqui a manejar as diferentes ferramentas disponíveis, máquinas manuais e elétricas, mas tambem são iniciados pelos artistas a esculpir pequenos objetos ou móveis que fizeram. O trabalho manual é um triunfo essencial na aprendizagem dos jovens porque lhes permite se defenderem, terem uma atividade lucrativa e não dependerem constantemente do mercado. Doutro modo, as actividades motoras no domínio de trabalho profissional são importantes para crescimento e desenvolvimento psicológico e social das crianças e adolescentes: eles aprendem a modificar o seus ambientes naturais, e de simples consumidor se tornam atores. Mais uma vez, o trabalho manual e a arte se unem aqui quando os jovens conseguem por exemplo moldar gráficos na madeira com técnicas de xilografia ou esculpir diferentes móveis e estátuas. Também estas actividades constituem não só para o fortalecimento da técnica mas também da motivação pessoal, familiar e social. Os elementos trabalhando em colectivo começam a construir os mobiliários, casas, o que possibilita intervenções comunitários como: arruamentos, construções de escolas alternativas, suporte a casas de famílias, mobiliários sociais, casos de banhos públicos alternativos etc. Mais uma vez esta actividade se relaciona com a aprendizagem artística e da pintura e não só. Prematuramente aprendem a fazer os seus próprios mobiliários, construir as suas casas utilizando materiais de baixo custo e biodegradáveis técnicas adaptadas ao nosso continente e contrário ao consumo capitalista. Assim eles diminuem o consumo externos de materiais muito carro e fabricados no estrangeiro e focam na sua realidade local e continental. Recursos procurados: 1. Materiais/equipamentos: máquinas de esculturas, manuais e elécticas,madeiras etc, máquinas de madeiras para cortes, tornear, limpar etc 2. Humanos: artistas voluntários; Resultados esperados: 1. 15 crianças/jovens com capacidades em trabalhar a confecções de mobiliários domêsticos simples como cadeiras, mesas, soalhos em fim reabilitações domêsticas e públicas; 2. 15 crianças/jovens que sabem esculpir e gravar em madeiras; 3. Mobilização de mais equipamentos; 4. Abertura de formação para a comunidade; 5. Um loja virtual e físico para vender os nossos produtos; 3. Agricultura e Gastronomia Embora o local seja pequeno, consideramos que é muito importante preparar uma pequena área para plantação, começar a prática do dia, antes de passar-mos para um plano macro, ou seja de ter terras para plantações em maior escala. Assim, modificamos um pequeno pedaço de terra no nosso jardim onde diariamente as crianças aprendem técnicas de permacultura, cuidando das plantas ornamentais, conhecimento de plantas medicinais e para a alimentação do grupo. Plantamos principalmente legumes, mas também frutas para o conhecimento das crianças e desenvolvimento da consciência do amanhã. É preciso plantar hoje para a próxima jeração. Desta forma, os jovens trabalham a terra todos os dias e aprendem a cultivar e os legumes que vão comer. A agricultura faz assim parte da nossa vida quotidiana e permite-nos ser menos dependentes e escolher o que comemos da forma mais saudável. Os jovens aprendem também a valorizar os produtos nacionais (plantas e legumes locais) e assim refletir sobre uma dieta alimentar mais responsável. Uma outra visão importante da Agricultura é a sua extenção para a comunidade. A nossa comunidade por natureza é rodeado de condições própicias para garantir o sucesso desta actividade. Não nos parece dificil a mobilização da água nesta comunidade onde a água corre nas ribeiras quase que durante todo o ano. Através da nosso departamento sobre a comunidade estamos a propor o uso apropriado de terrenos abandonados e degradados pelo sistema de lixos tóxicos . Na nossa comunidade situada nas encosta de uma montanha a água corre quase todo o ano. Grande parte está poluida não só por causa de falta de consciência dos moradores mas pelas inexistência de políticas públicas de saneamento adequado. Não existe o esgoto, a educação ambiental para as novas gerações não é efectiva. Em conjunto com esta actividade encontramos a Gastronomia. Nesta área aprendem a cozinhar vários tipos de alimentos, aprendem a combinações a fazer bolos, pães caseiros, doces, sucos de frutas etc. Toda esta combinação também se insere no programa da sustentabilidade da organização. Trata-se de novos produtos que podemos reforçar nas nossas feiras. Também é uma forma de valorizar a vida colectiva e outros talentos mais naturais. A gastronomia e a agricultura em conjunto facilitam as interações sociais, a solidariedade e a ajuda mútua: trocas de alimentos, plantas, alimentação aos mais necessitados. Portanto a meta principal deste departamento é a compra do nosso próprio terreno ou conquistar espaços urbanos para a sustentabilidade familiar. Estamos num processo para trabalhar mais perto da administração local no sentido de maior aproveitamento dos recursos naturais e ambientais da comunidade. Portanto Conseguir um terreno na nossa própria comunidade a partir de parceria com a adiministração local seria um passo. A administração local nos propôs cerca de um Hectare de terreno para fazermos um parque comuntário. Um objectivo que certamente nos vai acaretar enorme esforços materiais e humanos de mobilização. Recursos procurados: 1. Naturais: um terreno para plantação e implementação de uma zona de transformação e manipulação de alimentos 2. Materiais: máquinas diversos de transformação, sucos, doces, farinhas, ervas medecinais, óleo, sabão etc Humanos: técnicos em áreas acimas indicadas. Resultados esperados: 1. 1 restaurante comunitário 2. 1 pastelaria e café comunitário 3. Confeções de doçarias 4. 1 horta comunitária 5. Realização de uma feira mensal Bio. 6. Produção de produtos cosmêticos : sabão, pasta de dentes, incensos etc 7. 1 polo de destribuição de sementes e ervas medecinais 8. 1 polo de Educação Ágricola 4. Música/Canto Junto do nosso amigo e artista Ras Kwintseb e sua banda musical, todos os membros de Deug são iniciados à musica com canto, guitara, tambor ethiopiano e outros pequenos instrumentos que permitem acompanhar. A música reggae por si só já é um grande beneficio no projeto porque insina os jovens a pensar a sua história, a resistência e a unidade do continente atravês da canção, para além de aperfeiçoarem a lingua Inglesa. A música tal como é praticada aqui é tambem um relaxamento do corpo e do espírito buscando uma harmonia com a natureza. Ras Kwintseb com mais de 30 anos de experiência na música, consegue por todos os jovens a cantar altas músicas falando de África e ao mesmo tempo os ensina o ritmo e algumas ténicas instrumentais. Devagar, com as capacidades e a motivação individual e coletiva vamos tentar construir uma banda musical que permitira aos jovens de partilhar essa música em diferentes eventos, ou seja a principal meta desta atividade. Também é um reforço da sustentabilidade do grupo, pela criação artistica músical que o grupo pode oferecer. Sendo uma área relativamente sensivel e custoso a nossa principal vantagem será a confeção de instrumentos básicos e tradicionais. O Ras consegue mobilizar semanalmente artistas da comunidde rastafari presente na Ethiópia em Addis em direcção ao espaço para jogar com as crianças. Importa salientar finalmente o papel desempenhado pela música no contexto de mobilização social, de reforço da consciência cultural e da nossa visão fundamental sobre o conhecimento e valorização da África, a recupelaçção da Auto-estima destruida pelo sistema. As crianças tem mais tempo para dedicarem a criação, ao ritmo e som do que estarem sempre preocupados com a utilização de Tablets e telemoveis portateis. Concluindo podemos dizer que através da música os membros podem transmitir as mensagens sobre os fundamentos da organização e a sociedade que desejam no presente e o futuro. Através da música eles serão a voz dos oprimidos, da resistência e da acção concreta para a materialização dos sonhos da organização. Recursos Procurados: 1. Materias: Guitarras, piano, tambores e outros instrumentos de percursão 2. Humanos: Voluntários músicos; Resultados esperados: 1. 1 banda músical com temas virado ao visão panafricano; 2. Realização de 1 evento musical semanal; 3. Montagem de 1 estudio de gravação 4. Formação musical para a comunidade; 5. 1 oficina de reparação e confeção de instrumentos musicais; 6. Realização e participação de festivais musicais; 5. Desporto/Skate/Expressao corporal dança/teatro De uma forma autodidacta e sempre de uma forma bastante informal, os membros do Deug praticam regularmente actividades desportivas. Bassirou um adolescente de 16 anos ensina boxe e Birian um jovem skaters ensina skate e a dança. A dança por conseguinte é uma actividade que surgiu expontaneamente da iniciativa das próprias crianças que praticamente tem isso no “sangue”. já o skate é uma actividade introduzida pelo aproveitamento das potencialidade locais, da cultura urbana, neste caso do jovem Biriam. O skate como sabemos é uma vertente da cultura urbana muito apreciada pela nova geração juvenil que vive na cidade. A inexistência de espaços para a sua prática é um grande problema porque levam os jovens a se ariscarem a desputar os espaços com a enorme quantidade de carros, colocando as suas vidas em risco. Neste sentido, durante a semana voluntariamente o monitor desta área encarrega destas duas actividades corporais e gestuais das crianças dentro do próprio espaço. Nestas actividades podemos dizer que estimula a articulação do corpo, fortalece os membros inferiores (as pernas). Para além de estimular o corpo e a mente é uma ferramenta de entrentimento depois das aulas teóricas.. Mas também são excelentes formas de dinâmicas sociais, preparação para o teatro e outras actividades artísticas corporais, promoção da marca Deug 27. Já o boxe é combinado com o fitnees e outros, actividades importantes para o desenvolvimento motor e psicológico das crianças. A meta destas actividades para além de ser o complemento de outras actividades, é também a preparação para existência de grupos de dança e de teatro. Já por sua vez, o Skates reforça para além da conexão com outros grupos, apropriação da nossa marca nos chapéus, calções e alterações artísticos por outras pessoas. Recursos procurados: 1. Material : Skattes, equipamentos de boxes, livros didáticos sobre o teatro popular, etc 2. Humanos : Voluntários nestas áreas Resultados Esperados: 1. Um grupo de teatro panafricano; 2. Um grupo de Skater DEUG 27 enquanto marca, mas também de formação para a comunidade e divulgação dos trabalhos da organização 3. 1 grupo de Dança hip hop e da cultura tradicional ; 6. Estudos de Lînguas (Inglês, Francês, Português, Crioulo, Swali, Amarick) Este sêtima actividade podemos considerar que é a chave da nossa visão. A riqueza linguística da África é enorme e sem limites. Através do dominio de algumas linguas africanas permiten-nos ultrapassar várias barreiras de colonização e de separação geográfica. Por isso, a introdução ao estudos das línguas africanas e europeias é muito importante na nossa organização. Desde já, naturalmente são várias línguas ou culturas que se entram em contacto diariamente no espaço, por exemplo : Núer, Criolo, Francês, Português, Inglês e Amarick. O objectivo é ajudar as crianças a desenvolverem as suas competências linguísticas, comprender os outros povos, ler livros, dialogar com as pessoas, conhecer a história de implementação de diferentes línguas coloniais em África. Por esse meio tambem propomos o estudo nas suas linguas originais textos escritos por revolucionarios africanos (Cabral, Sankara, Nkrumah, Selassie...). As crianças Sudaneses por sua vez são convidados a participarem em trocas de experiências linguisticas ou seja o Núer. Estamos à procura de voluntarios para ensinar a iniciação ao Swali, Árabe o Oromo etc. Os resultados estão a ser satisfatórios considerando o nosso contexto multicultural já existente tanto em termos religiosos, de nacionalidade e de experiências propriamente dito. Portanto o objectivo central desta actividade é para além do reconhecimento da riqueza e importância da linguística materna africana o seu poder de transformação e realização da nossa visão central. A aprendizagem da lingua é uma das melhores armas para a compreenção, diálago, comunicação e informação sobre os nossos ideais, isto é a nossa visão principal Recuros procurados: Materiais: livros didáticos, gravadores, computadores, TV etc Humanos: voluntários Resultados esperados: 1. 12 crianças com conhecimento básico doInglês, Francês, Criolo de Cabo Verde, o Oromo, Swali, para além do Nuer e o Amarick. 2. Formação para a comunidade; 7. História e Geografia de África/do Panafricanismo/do mundo Esta é praticamente a actividade central da nossa organização. É a actividades charneira da nossa Escola Panafricana. Em primeiro lugar é suposto as crianças aprenderem particularmente como localizar a Ethiópia no mundo em termos históricos, geográficos, culturais e políticos mas também conhecer o Mundo, o papel do Panafricanista e todos os recursos da áfrica em geral. Precisam comprender a importância do seu país e a sua relação com o estrangeiro desde os primeiros tempos à actualidade. Os membros aprendem a demarcar-se do sistema eurocêntrico de aprendizagem para se rei-inventarem como seu africano dotado de uma inteligência ancestral altamente poderoza, isto origem de todos os conhecimentos. Os responsáveis por esta área, insistem particularmente na necessidade dos jovens se informarem pelos seus próprios meios e terem um olhar e uma opinião crítica sobre a informação que lhes é dada pelos meios de comunicação social mas também pelo ensino académico que têm na escola formal. Com a ajuda de textos, fotografias, documentários, filmes e artigos de jornal, os jovens tentam ter um outro olhar crítico sobre a história que lhes foi contada e apropriar-se ainda mais profundamente das suas culturas etíope, sudanesa e portanto, africana. Como disse uma criança sudaneza quando perguntei ao professor porque não nos ensina a história do homem preto ele disse que é por causa da mente branca. As crianças e adolescentes estão a compreender a importância e a razão do estudo da África. Eles estão a compreender que o futuro e o presente deles podem ser modificado só atravês das suas consciências. A nossa multiculturalidade, experiências partilhadas, dentro desta consciência panafricana, reforçam as áreas no total. Uma grande novidade é que o Santa, que responsável pela iniciação artística, está terminando o seu trabalho de mestrado, pesquisando o papel da arte na edificação do panafricanismo tomando o estudo de caso da nossa organização. Será mais um grande valor trazer a nossa visão para a academia provando cientificamente a necessidade da participação dos atores artístico neste movimento. Por fim, a história da Éthiopia, todo o seu fundamento constitui um terreno importante e particular não só para a África mas também para o mundo. Inserida na perpectiva de uma nova educação nem eurocêntrica e nem ethiocêntrica as crianças são convidadas a terem o papel de expandirem estes conhecimentos para a conscientização da nova geração Ethiopiana ao reconhecimento da poderoza arma que passa primeiramente para o conhecimento das suas raízes. Os membros pouco a pouco compreendem o valor da união e do conhecimento para a mobilização. Aprendem a manejar a ferramenta que lhes permitem ir acordar a enorme massa popular adormecida pelos “encantos poêtico do sistema capitalista e imperialista”. Por fim, o mais importante é o reconhecimento e valorização da independência secular da Ethiópia enquanto nação misteriosa e glorioza sobre o colonialismo, mas também a sua cultura de resistência e de liberdade durante toda a sua existência enquanto nação. É a nossa missão proteger a Ethiópia no momento que ela mais precisa, isto é hoje que as ameaças sobre a África através das falácias às ajudas externas e com projectos sociais de desenvolvimento não são menos que fantasma para ofuscar os olhos mais atentos. Precisamos antes de um associativismo libertador e não alienador. Recursos procurados: Materiais: livros didáticos sobre os revolucionários e sobre a história antiga e moderna da Africa, disco externo para armazenamento de videos documentários; uma viatura para visita de estudo. Humanos: voluntário de tradução, história da africa e edicção de videos documentários. Recursos procurados: 1. Material didáticos: livros e materiais escolares; 2. Monitores para partilhas de experiências; Resultados esperados: 1. 15 crianças que dominam a história geral da África; 2. 15 crianças aptos para a participação de debates e conferências; 3. 15 crianças com capacidades para dirigir todo este projectos com base nos conhecimentos adiquiridos; 4. Publicação de livros infantis panafricanos ilustrados por eles mesmos; 5. Participação em conferências a nivel continental; 6. Abertura de um canal infantil nas redes sociais sobre o panafricanismo, mitigando as influências negativas nas redes digitais. 8. Fotografia, Video e Edição A partir do nosso quotidiano no projecto, das actividades que aí se realizam e dos diferentes eventos, os jovens do projecto aprendem a tirar fotografias de qualidade, realizam pequenos vídeos, aprendem a destacar o local e a colocá-lo em imagem. Todos os produtos Deug produzidos são também fotografados de uma forma criativa e artística, de modo a torná-los mais atraentes. As técnicas fotográficas e audiovisuais permitem uma abordagem informativa, artística e criativa que os jovens precisam dominar o mais possível para poderem utilizá-las ao beneficio e valorização da nossa visão. Finalmente, estas técnicas devem também ser dominadas a fim de serem publicadas em redes sociais de uma forma activista se necessário. Hojem em dia uma boa imagem vale mais do que mil palavras. Uma imagem pode transformar em uma realidade que queremos. Cada vez mais estamos a mobilizar técnicos em ramos de fotografias e de edicção de videos para partilharem as suas experiências. O dominio destas técnicas vão nos permitir documentar todas as nossas acções e poder partilha-las de forma mais rápida e eficiente possível. Poucos a poucos estamos a conseguir o objectivo central desta actividade que é criação e a dinamização da nossa plataforma digital motivando os próprios membros para a sua organização e divulgação. Este departamento audio-visual permite a criação de uma vantagem significativa para a organização considerando o papel que as redes sociais desempenham hoje de mobilização a venda dos nossos produtos, mas também de partilhas de experiências. Eles aprendem a trabalhar no mundo digital de forma consciente e direcionada sem se perderem em ilusões. Fazer documentários das nossas actividades editando em várias linguas é uma poderosa ferramenta que temos em mão tanto em termos profissionais como em termos da nossa revolução em concreto. Recursos procurados: 1. Formadores individuais ou privados para parcerias de formação na área de múltimêdia 2. Equipamentos digitais Resultados esperados : 1. Montagem de um estúdio digital; 2. Edicção de um documentário sobre Deug 27; 3. Monitorização de um canal de Youtube, Site, faceboog e outras redes; 4. Abertura de uma rádio digital; 5. Capacidade de prestação de serviço públicos e privados. 9. Visita de Estudos /Trabalho social comunitário Esta parte do projeto procura fomentar a vida social, a interação com o meio ambiente, visitas a museus, exposições, parques, a comunidade e as entidades públicas. Os membros compreendem melhor a se posicionarem frente as políticas públicas que estão muito degradadas sobretudo pelos factores externos ao continente. É neste quadro que está planeado o trabalho de serviço comunitário na nossa comunidade para reconhecer-mos a nossa responsabilidade e valorização do meio ambiente, promover a solidariedade com o nosso povo e sua conscientização para o trabalho colectivo. Este é o objectivo desta actividade. É uma grande vitória se pudéssemos tornar as pessoas à nossa volta mais conscientes dos benefícios da ajuda mútua e da unidade na sua vida quotidiana e tambem da nossa responsabilidade colectiva. Através das nossas capacidades podemos mobilizar campanhas de limpezas colectivas, plantações de árvores ornamentais com as crianças, criação de espaços públicos ornamentados e mobiliados (cadeiras, depósitos de lixos, escadas) utilizando materiais reciclados. Este neste ponto que enfatizamos o papel da aprendizagem das áreas artísticas. Também podemos criar espaços de animação cultural e artísticas: pintura de muros com mensagens de conscientização sobre a nossa missão que ver a comunidade mais evoluida e consciente. Aproveitando a cultura existente da únião popular torna mais fácil esta mobilização em prole do progresso da nossa comunidade e expansão desta ideia para outras comunidades. O nosso objectivo para além de extender os contactos com a comunidade através de prestação de serviçõs comunitários é também tornar a nossa comunidade um Piloto de transformação não só de Addis mas também de toda a Ethiópia e da África. Mobilizar a diáspora Africana é uma das grandes metas para atingirmos os nossos objectivos. Recursos esperados: 1. Ter um pequeno minis bus para transporte dos membros 2. Ter espaços alternativos dentro da comunidade nos parques ou nas ruas; 3. 1 logística de Network 4. Mapeamento da Comunidade Bela 18 Resultados esperados: 1. Fornecimento de consultorias nacionais e internacionais; 2. Formação de liderança comunitária; 3. Reconhecimento públicos dos serviços prestados; 4. Colocar a comunidade Bela no plano panafricano e internacional de associativismo; 10. Feiras e Eventos culturais e artísticos Para que o projecto seja auto-financiado quanto possível, é necessário que pensamos colectivamente em como financiá-lo da forma mais autónoma e independente possível. Não excluindo a possibilidade de procurar fundos públicos ou privados que respeitem o desenvolvimento soberano e livre de África, devemos pensar em como vender os produtos que fazemos, organizando eventos, participando em vários mercados, mas também abrindo o nosso lugar ao público. Os jovens de Deug 27 devem portanto pensar nesta autonomia económica como um requisito fundamental da existência do nosso trabalho e criar uma responsabilidade de gerência dos recursos culturais e financeiros. Proficionalizando a nossa equipa trabalhando todos os factores internos de compreenção do outro, igualdade, respeito, reconhecimento da luta, o produto final seria muito forte e particular. O net-work trabalhando com outras organizações sociais e comunitárias permitem-nos criar parcerias e ampliar cada vez mais a nossa visão para além de partilhar a nossa. Criar eventos comunitários para empoderamentos das familias está inserido neste departamento. As familias directamente envolvidas no projecto ou não são desafiadas a apresentarem os seus produtos e talentos locais. Recursos esperados: 1. Realização de uma feira para vendas e apresentação do nosso trabalho mensal; 2. Grupos artísticos parceiros; 12 . A Espiritualidade A Ethiópia é o único país cristão negro da África, o que leva ela a ter uma particularidade especifica no ramos religioso e espiritual. Também é o país onde o islamismo foi acolhido depois do seu primeiro refúgio da Árábia e começou a expandir não só por toda a África mas por todo o mundo. Portanto, Deug 27 considera que a Ethiópia nos ensina que é possivel viver juntos respeitando a ordem da natureza e a vida dos Africanos, independentemente das diferenças religiosas. Já mencionamos que a Ethiópia representa o simbolo da libertação da África. Apesar de ser desconhecido para muitos, a verdade é que a Ethiópia carregou e assumiu o fardo de resistência contra o imperialismo Euroamericano e outras invasões estrangeiras durante séculos. Este país assume como uma tradição espiritual de tempos longiquos da história humana. Em resumo a nossa organização concentra a sua atenção na paz e união das pessoa de diferentes religiões e crenças deixando cada um livre de fazer as suas escolhas desde que respeite as opiniões. Consideramos que a verdade só pode ser aquela que nos conduz a paz e prosperidade na nossa familia, comunidade, nação e o continente Africano em particular. Por este motivo Deug 27 elegeu esta área como uma proposta de diálago aberto sobre todas as concepções espirituais desde que haja respeito pela dignidade e justiça universal e os direitos humanos. Os membros da nossa organização compõe diferentes religiões: islamismo, protestantes, ortodoxos, rastafarians etc. Mas todos coabitam com a visão panafricana enquanto suporte essencial para a sobrevivência, a paz, o amor e a convivência familiar e social. Desde modo, a espiritualidade pode ser usada como mecanismo básico da coesão dos membros respeitando as diferenças e aproveitando os pontos comuns, isto é o reconhecimento da nossa união familiar, das nossas competências em prole da familia, comunidade a nação e por fim o continente. 7. OBJECTIVOS PRINCIPAIS 1. Criação de um ambiente espiritual, social, cultural e artístico de promoção da consciência da Unidade Africana e para Soberania dos povos africanos; (Escola Panafricana da Ethiópia); 2. Promover uma vida saudável e sustentável na família, comunidade, sociedade e na nação, através de aquisição de conhecimentos e competências linguística, sociais, ambientais, culturais, artísticas e profissionais; 3. Promover intercâmbios sociais, culturais e artísticos entre os países Africanos e a diáspora; 4. Suscitar e promover reflexões, estudos e investigaçoes sobre a cultura local, nacional e continental e todo o património material e imaterial envolvendo artistas, empreendedores sociais, organizaçoes, movimentos... actuando todos para a união e soberania dos paises africanose e para a liberdade do seu povo definitivamente libertado da pilhagem intelectual, cultural, histórica e económica do seu continente. 5. Desenvolver uma consciência crítica para participação na governança africana; utilizando as redes sociais e as nossas influências sobre os nossos direitos essenciais na Africa: mobilidade continental, diplomacia, direitos económicos, culturais, artísticos, linguísticos e espirituais. 8. PROJECTOS A CURTO E LONGO PRAZO A. apoio à remodelações de habitações Estamos a trabalhar com uma familia que vive numa montanha perto da nossa comunidade, Bela. Uma familia composta por 7 elementos (3 geraçoes). Trata-se de uma pequena vila onde vivem 4 familias e cerca de 20 pessoas. O acesso à agua potável, alimentação, e outros recursos são escassos nesta pequena vila. O nosso propósito é suportar inicialmente esta familia remodelando o telhado e a fachada da casa e no futuro suportar outros tipos de ajudas. Toda a mao-de-obra e materiais para esta missão são fornecidos pelo Deug. B. Campanhas mensais de limpeza Organizaçao de campanhas mensais de limpeza da nossa comunidade convidando e incentivando os moradores a participar no saneamento do seu ambiente imediato. Desta forma, os jovens de Deug 27 também aprendem a assumir as suas responsabilidades na sociedade e a não esperar de ninguém o que pode ser feito colectivamente. C. Open Day Deug Show Initio da abertura mensal do nosso espaço para apresentar os nossos produtos e as nossas ideias todos os meses. D. Formações de jovens e familias nas áreas dos diferentes departamentos. Nos próximos tempos, quando o grupo está fortalecido inicia-se a faze da multiplicação. Nesta fase surgirão formações abertas para os jovens sobretudo jovens mulheres em várias áreas que o nosso projecto domina e que foram aqui apresentadas. E. Criação de uma Banda Musical Realizaçao do grupo de animação musical infantil e juvenil com instrumentos musicais. G. Dinamização de uma loja comunitária Criaçao de uma loja que poderemos partilhar com outros artistas ou artisaos com objectivo de apresentar e vender os nossos produtos. Esse espaço de exposiçao e de venda representa os nossos esforços para vender e garantir a nossa sustentabilidade. H. Criar ligações com projectos de cariz panafricano em toda a África Pouco a pouco através de contactos directos pelas visitas ao espaço, mobilizações e pelos contactos nas redes sociais vamos tentando inserir-se nas redes de organizações panafricanas não só na Africa mas em todo o mundo. F. Manutenção de um Parque Comunitário A Administração local está a colocar na nossa responsabilidade um terreno na comunidade com cerca de 1 hectare de dimenção. A proposta se insere no objectivo do plano para o desenvolvimento ecológico, criação de zonas verdes. Em principio a nossa ideia é a plantação de plantas frutiferas, organização do espaço com espaço de lazer, casa de banho ecológico, espaço de convivência para a comunidade. Ao mesmo tempo estamos a preparar o espaço com uma visão panafricanista isto é um parque Museu que retrata a história não só da Ethiópia mas da Africa em geral. Neste sentido estamos a ver como mobilizar os artistas e outros proficionais a engajarem no processo. 9. COMO PARTICIPAR E AJUDAR NO DEUG 27 ? A. Voluntariado B. Apoio diverso (financeiro, de material...) C. Comentarios/Contribuição 11. A situação social económica e cultural do público alvo do projecto Como verificamos o público alvo do projecto está dividido em 3 categorias: Primeiramente as crianças com a idade entre 8 a 19 anos. Segundo os monitores que são adultos; e finalmente as familias das crianças. Começando pela parte cultural o aspecto que mais nos desperta atenção é a cultura da liberdade Ethiopiana em geral. Os Ethiopianos constituem um povo único na Africa, considerando que é o único pais da Africa que conseguiu impedir a sua coloniazação pelas potências estrangeiras apesar de várias tentativas, entre as quais o mais significativo aconteceu durante a Batalha de ADWA em 1896, liderado pelo imperador Menelik e o segundo momento durante a ocupação Italiana entre 1936 a 1941, que culminou com retorno do exilio do Imperador Haille Sellassie sucessor de Menelik, da Inglaterra. Estes dois momentos se caracterizaram definitivamente a cultura da resistência, da liberdade e da victória da Etiópia. Por este motivo os Ethiopianos é um povo nacionalista e com pensamento altruista em relação a dominação estrangeiras. Contudo esta resistência lhe custaram um grande sacrificio porque durante décadas os seus regimes viveram em sucessivas guerras civis ou tribais. Portanto o seu povo sofreu consequências profundas de boicotes, manipulação êtnicas advindas do tempo da tentativa de ocupação Italiana ou seja já nos finais de 1800, depois da conferência de Berlim. Até os dias de hoje verificamos que a Ethiópia tem tido sérios problemas com as organizações internacionais sempre que ela tem reevendicado o seu estatuto de nação livre ou seja o seu Ethiopianismo. Para Deug 27 está parte cultural de resistência victoriosa é base da nossa crença do investimento neste trabalho social. Economicamente as familias alvos do projecto podem ser caracterizados como pobres isto é 99% das familias não tem um emprego fixo e sobrevive das vendas domêsticas: revender legumes, ou alimentação. As habitações são baracas, em compartimentos muito pequenos. A metade do público alvo são refugiados do sudão que despensa comentários ou seja são familias numerosas que refujiaram de um pais que passou por um genocidio nesta última decada. Um outro facto significativo que se denota estas familias são monoparentais em 90%. Orfãos de pai ou separação por causa da sua situação de refugiado. Concluindo podemos dizer que é extremamente dificil exigir a concentração mental ou psicológico do nosso grupo. Contudo dado a nossa força de vontade conseguimos equilibrar esta situação através do estudo sobre o movimento panafricano. Consideramos que conseguimos até certo ponto balançar a situação precárias das familias aumentando auto-estima atravês das nossas actividades centradas em conteúdos panafricanos. Por exemplo, começamos pela história antiga da Ethiópia e do Sudão, dos países Africanos, a formação da Fundação da União Africana, bem como o papel das relações diplomáticas internacionais da Etiópia dos tempos antigos até hoje. Por outro lado as actividades manuais tais como foram descrevidas estão pouco a pouco a colmatar as deficiências relatadas. Contudo o maior desafio que se coloca não só na Ethiópia mas em todo o continente Africano é a subistência das organizações da sociedade civil e sua absoluta dependência dos organismos internacionais. 12 . Conclusão Uma das maiores aspirações do Deug é desde já organizar de melhor forma este grupo de diretamente cerca de 25 elementos, 150 pessoas indirectas isto é incluindo os seus familiares, de modo a atingir os 5 grandes objectivos prioritários, enquanto missões para a concretização da nossa visão principal de que a África nunca seria livre e próspera se não houver unidade dos seus países unidos por laços históricos e culturais. Seguem portanto os 5 grandes objectivos do nosso movimento: 1. Oficialização da Fundação Deug 27; 2. Formalização da nossa Escola panafricana da Ethiópia; 3. Sustentabilidade financeira da organização; 4. Ser um suporte social, cultural e educativo da comunidade. 5. Constituir Deug 27 enquanto uma organização de promoção da Paz e união não só das tribos Africanos mas das nações Africanas; O primeiro objectivo quando concretizado significa que os elementos não só compreenderam o significado de todo o sacrificio feito para a criação das bases da organização mas também conseguiram dominar as técnicas da liderança organizativa em prole do progresso e da autonomia da África. Este objectivo consiste fundamentalmente na aquisição de técnicas organizativas de cooperação e também da legitimação da nossa organização. O segundo objectivo inserido dentro da fundação é a mais poderoza ferramenta que teremos em mão não só para a estabilidade da organização mas para o avanço da unidade do nosso continente. O membros do grupo passam ter consciência do movimento panafricanista e da sua missão. Acreditamos que as crianças Africanas não tiveram o mesmo legado económico que as outras crianças do mundo dito “desenvolvido”. Por causa do subdesenvolvimento da Africa as crianças herdaram um passado marcado por invasões e apropriação de todos os seus bens. Por este motivo acreditamos que as crianças africanas precisam de um modelo educativo que combina com as suas realidades históricas, sociais, ambientais, políticas e espirituais. O terceiro objectivo consiste em termos a nossa própria independência económica, de modo a poder ainda suportar outros grupos com os mesmos ideiais. O quarto objectivo se enquadra na nossa visão do futuro não só do grupo mas também da própria comunidade. Os nossos serviços serão totalmente concentrado no empoderamento da nossa comunidade. A Dinamização do parque comunitário, da nossa sede com base nas nossas experiências acumuladas em várias áreas permitirão procesualmente expandir a comunidade da Bela. Finalmente, espera-se que Deug 27 seja uma organização que espelha um modelo de solidariedade e unidade de todos os povos do Mundo inteiro, na promoção da Paz bem estar dos povos oprimidos. A Ethiópia e os Ethiopianos foram escolhidos para a realização desta visão sobre a África. Em sua casa as crianças, os adolescentes, os jovens e as suas familias foram convidados para este grande desafio em um dos momentos mais dificel da história da humanidade, sobretudo para as crianças futurros da humanidade. Trabalhando com todos vamos poder Conquistar a confiança dos membros e dos seus famíliares a base da mobilização nacional e continental. Venha nos suportar e colocar as suas mãos sobre esta missão que é também fundamentalmente espiritual ou seja que visa a: promoção da justiça e bem estar de um povo que foi oprimido por cerca de 1100 anos até a data de hoje com as novas formas de colonialismo mental e espiritual. As nossas crianças e adolecentes e jovens merecem realizar os seus sonhos pelos seus próprios braços pensando com as suas próprias cabeças e todos nós temos o dever de os suportar nesta missão para a soberania, unidade e sustentabilidade da África. Rastafary Blessed and Love. 12. Anexos : 1. Accordo Mutual de Engajamento entre Deug 27, os jovens e Encarregados de Educação ; 2. Estatuto da Fundação Addisabeba, 10/10/2013 Nom et Prénom de l´éleve : __________________________________________Classe:________ ___ Date et lieu de Naissance ___/___/____/ Nationalité _____________________________________ Pére/responsable____________________________________________________________________ Mère- Nom_________________________________________________________________________ Adresse de la Famille_____________Telephone__________ _____ commencé en DEug 27 ________ Nous Déclarons avoir une confiance mutuelle entre toutes les parties et vouloir collaborer ensemble de façon libre et consciente pour la formation et l'officialisation de cette fondation nommée Deug 27. Notre objectif principal à tous est le développement intellectuel, physique, économique et spirituel de chacun, individuel et collectif, en leur développant au maximum les outils et les possibilités de nous accomplir tout en travaillant à la libération, à la souveraineté et à l’avènement de l’Afrique par l’étude de ces différentes disciplines : la musique, l’art, l’artisanat, l’agriculture, la couture, le sport, skate, et l’expression corporelle, la gastronomie, la lecture, la spiritualité, l’élaboration et la mise en place de projets panafricains, l’histoire révolution africaines, l’auto-organisation, la conscience politique. Tout cela en favorisant et en nous insérant dans notre milieu local immédiat et en établissant l’union avec les autres pays du continent puis avec le monde. A cet effet, nous acceptons que tous les membres de Deug 27 soient pris en photo et que les images soient divulguées sur les réseaux sociaux et autres supports afin de développer la communication et développement du projet. La signature des parents Signature des Coordinateurs Généraux du deug 27 __________________________ __________________________________ __________________ ______ ___________________________________ .አዲስ አበባ 10/10/2013 የተማሪው ስም እና የአያት ስም: __________________________________________ ክፍል:________ ____ የትውልድ ቀን እና ቦታ ___/___/____/ ዜግነት _____________________________________ _________ _ አባት / ኃላፊነት የሚሰማው _______________________________________________________________ እናት-ስም __________________________________________________________________________ የቤተሰብ አድራሻ _____________ ስልክ___________ _____ ውስጥ ተጀምሯል________________________________________ በሁሉም ወገኖች መካከል የጋራ መተማመን እንዳለን እና ደግ 27 የተባለ የዚህ ፋውንዴሽን ምስረታ እና ህጋዊ በሆነ መልኩ በነፃ እና በንቃተ ህሊና ውስጥ መተባበር እንደምንፈልግ እናሳውቃለን ፡፡ ለሁሉም ዋናው ዓላማችን የነፃነት ፣ የሉዓላዊነት እና መንፈሳዊ የመምጣቱ ሁኔታ እየሰራን እኛን ለማሳካት የሚያስችለንን መሳሪያ እና አቅም ሁሉ ለእነሱ በማጎልበት የእያንዳንዳችን ፣ የግለሰባዊ እና የአጠቃላይ ምሁራዊ ፣ አካላዊ ፣ ኢኮኖሚያዊ እና መንፈሳዊ እድገት ነው ፡፡ በአፍሪካ በእነዚህ የተለያዩ የትምህርት ዓይነቶች ጥናት ላይ: ሙዚቃ ፣ ጥበብ ፣ ጥበባት ፣ ግብርና ፣ ስፌት ፣ ስፖርት ፣ ሸርተቴ እና የሰውነት አገላለፅ ፣ ጋስትሮኖሚ ፣ ንባብ ፣ መንፈሳዊነት ፣ የፓን አፍሪካን ፕሮጄክቶች ልማት እና ትግበራ ፣ የአፍሪካ አብዮት ታሪክ ፣ ራስን ማደራጀት ፣ የፖለቲካ ንቃተ-ህሊና ይህንን ሁሉ እራሳችንን ወደ ቅርብ አካባቢያችን በማስተዋወቅ እና በማስገባትና ከሌሎች የአህጉሪቱ ሀገሮች ጋር እና ከዚያም በኋላ ከዓለም ጋር ህብረት በመፍጠር ፡፡ ለዚህም ሁሉም የደጉ 27 አባላት ፎቶግራፍ እንደተነሱ እና የፕሮጀክቱን ግንኙነት እና ልማት ለማዳበር ምስሎቹ በማህበራዊ አውታረመረቦች እና በሌሎች ሚዲያዎች እንዲገለፁ እንቀበላለን ፡፡ የወላጆች ፊርማ የዴግ 27 አጠቃላይ አስተባባሪዎች ፊርማ __________________________ __________________________________ __________________ ______ ___________________________________ Addisabeba, 10/10/2013 Name and surname of the pupil: __________________________________________Class:________ ___ Date and place of birth ___/___/____/ Nationality ___ _____________________________________ Father / responsable _________________________________________________________________ Mère- Nom_________________________________________________________________________ Family Address _____________Phone__________ _____ started in DEug 27_____ We declare that we have mutual trust between all the parties and want to collaborate together in a free and conscious way for the formation and the officialization of this foundation named Deug 27. Our main objective for all is the intellectual, physical, economical and spiritual development of each one, individual and collective, by developing to them as much as possible the tools and the possibilities to accomplish ourselves while working for liberation, to the sovereignty and the advent of Africa through the study of these different disciplines: music, art, crafts, agriculture, sewing, sport, skate, and bodily expression, gastronomy, reading, spirituality, the development and implementation of pan-African projects, African revolution history, self-organization, political awareness. All this by promoting and inserting ourselves into our immediate local environment and by establishing a union with the other countries of the continent and then with the world. To this end, we expect that all members of Deug 27 are photographed and that the images be disclosed on social networks and other media in order to develop communication and development of the project. Parents' signature Signature of the General Coordinators of deug 27 _____________________________ _____________________________________ ______________________________ _____________________________________

Commentaires

Articles les plus consultés