O dia que reconheci a palavra crise







Nos tempos das quarentenas, me pergunto afinal qual é a humanidade que nos resta. Será que não somos uma imitação daquilo que deveríamos ser? Os Humanos.
Porquê colocar esta questão? Quando  vejo no espelho perante esta Pandemia vejo claramente que o mundo não é justo, e que as palavras Progresso, Paz e Justiça são apenas dos dicionários, dos livros e das convenções...
Ou seja, de um momento para o outro, sinto que que não tenho mais direitos de ter direitos. Reclamar os meus direitos tornou-se uma aberação, uma profunda  confusão na cabeça das crises.
Compreendi que os homens e mulheres da minha nação preferem a morte do que antes unir, compreendi que muitos estão apenas a espera do messias sem nada fazer para os seus irmãos, a não ser boas palavras.
Uma lei  do Estado de Emergência é sentido diferente para os seus diferentes cidadões num mundo desigual.
Melhor dizendo,  estamos em quarentena, mas nem todos tem uma lareira para se protegerem do frio, nem todo tem um salário no fim do mês, nem todos podem usufruir das riquezas que o seu países possuem da mesma maneira.
Mesmo assim muitos não conseguem pensar que do outro lado do Atlântico existe um continente que chama África e mêdio oriente e Amêrica Latina e do Sul, e que por causa de uma grande desumanização, hoje nos tempos das crises digitais, alguns podem ter uma quarentena de paraíso e outros uma quarentena de inferno.

Enquanto que para muitos lares existe ainda a esperança de voltar a vir trabalhar, comer viver e passear, as pessoas deste velho continente estão a pensar as consequências desta doênça ques estão a se formar rapidamente.
Quando esta crise pasar posso vir tomar um café ao restaurante, sabendo que o meu vizinho acabou de perder a sua casa e o seu negócio, mas também que os portos, os mares, e os aeroportos na áfrica e nas caraíbes e no mêdio oriente acabaram de ser vendidas aos Chineses e aos magnatas de poder.

Triste é que foram vendidas com o dinheiro da pirataria dos nossos mares aproveitados no tempo das quarentenas, das pilhagens das nossas florestas e minas, e pior ainda com o dinheiro das vacinas que nos querem vender, das máscaras e kits mêdicos fabricados e pagos pelas grandes organizações filantrópicas.
Já não posso tomar este café tranquilo porque a europa foi confinado pela sua própria razão.
Os fantasmas das crises já há muitos os assustavam. Hoje eles estão sentados a espera de voltarem aos seus donos. 

Falamos das crises ambientais provocadas pelas indústrias pezadas em mais variados domínios do mar e da pesca, da agricultura e da cultura, das crises das identidades, das crises económicas, políticas e sociais, das crises familiares e humanitárias provocadas pelas guerras sedentas de poder que atraem milhares de clandestinos para o Norte da África em direcção a Europa.
O que eu vejo, é que a crise da saúde pública está a conseguir arastar e a manifestar todas as outras crises: quem terá o espírito forte de suportar tantas crises no mundo? Será os iluminates ou os escolhidos e eluminados.

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